De acordo com alguns dos principais analistas em relações de trabalho, a terceirização é um dos caminhos para combater o desemprego e a informalidade, uma vez que permite especializar o trabalhador, contribuindo para sua recolocação no mercado. Para esses especialistas, a crise econômica acentuou uma tendência que já se manifestava: as relações entre empresas e trabalhadores estão mudando de maneira rápida e irreversível. Com o segmento da terceirização no foco das suas atenções há décadas, Genival Beserra enxerga, na atual crise, oportunidades para novas conquistas dos trabalhadores terceirizados. Leia, a seguir, algumas de suas idéias sobre o assunto.

• Como o senhor analisa as previsões sobre as mudanças nas relações de trabalho?

Genival Beserra – Vejo de uma forma positiva, mesmo porque, bem antes, nós já prevíamos que a terceirização seria uma das modalidades de trabalho mais relevantes no futuro. E agora, diante da crise, isso se confirma com as previsões de vários especialistas nacionais e internacionais. A terceirização é hoje, um dos setores que mais emprega. Com isso, é nossa obrigação, como dirigentes sindicais, lutar para que esses trabalhadores conquistem mais benefícios, melhores salários e melhor qualificação, pois os terceirizados estão se tornando cada vez mais especializados. Esse é o momento propício para lutar por uma lei que, de fato, ampare estes trabalhadores. Temos hoje sérios problemas, pois as regras atuais estão ultrapassadas em relação à realidade e o Judiciário acaba ficando sem base para decidir muitos processos trabalhistas. Para solucionar este problema, é urgente que se aprove uma legislação adequada, até mesmo para haver tranquilidade maior tanto por parte da classe trabalhadora como da empresarial.

• Mas não há o risco de precarização das relações de trabalho?

Genival Beserra – Não. Ao contrário. Esse é o momento para lutar por uma lei que, de fato, ampare estes trabalhadores. O que precariza o trabalho é a falta de uma legislação que, por exemplo, estabeleça a Responsabilidade Solidária entre as empresas prestadoras de serviços e as empresas tomadoras. O Projeto de Lei 4.302/98, que está no Congresso, prevê isto e, quando aprovado, vai garantir que empresas prestadoras de serviços que não são sérias sejam afastadas do mercado.

• A qualificação profissional torna o trabalhador mais competitivo. De que forma o sindicato está contribuindo com isso?

Genival Beserra – A qualificação é sempre muito importante e o sindicato tem contribuído oferecendo cursos de informática, portaria e recepção, idiomas, entre outros, para trabalhadores que não precisam, necessariamente, ser filiados à entidade. O porteiro de hoje, por exemplo, não é o mesmo de dez anos atrás. Hoje ele precisa entender um pouco de informática para dominar instrumentos de trabalho como sistemas eletrônicos e câmeras. A qualificação vai se tornar ainda mais importante no momento pós-crise, pois a nova ordem econômica vai exigir uma mão de obra mais especializada. A nossa preocupação é preparar esse pessoal para o futuro, para que eles possam se manter no emprego, além de dar oportunidade para quem está fora do mercado de trabalho e precisa se atualizar.

• Em sua opinião, qual a importância da terceirização para a economia?

Genival Beserra – A terceirização é um segmento fundamental para a economia. Eu diria que este é um dos setores que mais pagam impostos, além de ser um dos que mais emprega. Ocorre que muita gente confunde terceirização com informalidade, o que não é verdade. O trabalhador deste segmento tem todos os direitos que qualquer trabalhador de outro setor. Tem direito a férias, aposentadoria, fundo de garantia, entre outros. O que há de diferente são alguns benefícios, mas o sindicato já oferece vários deles. A informalidade, hoje, não contribui em nada com a economia. Só vejo uma saída para isso: quando a economia aquecer, e se o trabalhador estiver qualificado, acabarão surgindo boas oportunidades de emprego formal para essas pessoas que se prepararam em cursos como, por exemplo, os que o nosso sindicato oferece.

Fonte: Sindeepres.org

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Empresa japonesa cria sistema compacto de reciclagem a seco, sem utilização de água, e que cria 14 novas folhas de papel num minuto.

A empresa japonesa Epson criou aquele que indica ser o primeiro sistema compacto de reciclagem de papel, num formato que cabe na maioria dos escritórios e que produz folhas a partir de papel usado que depois são usadas na impressão de novos documentos.

Segundo a apresentação da Epson, a impressora PaperLab faz a reciclagem através de um processo a seco, com uma pequena quantidade de água utilizada para manter um certo nível de humidade dentro do sistema, e com capacidade para reciclar o tradicional papel de fotocópia tamanho A4 e A3 depois de usado.

Destinada a “dar um novo valor ao papel e a estimular a reciclagem”, encurtando o processo de recolha do papel usado, entrega num centro de reciclagem, venda em loja e chegada ao escritório, a PaperLab pretende ainda ser uma forma segura de destruir documentos importantes sem empresas intermediárias envolvidas.

A impressora/máquina de reciclagem reduz o papel usado a fibras de papel, destruindo por completo a informação neste inscrita. Depois dos restos de papel serem inseridos na máquina, o processo de criação da primeira nova folha leva três minutos. Contas feitas pela Epson revelam que o sistema consegue produzir 14 folhas A4 por minuto, o que totaliza 6720 durante um período de oito horas.

Além do formato A4, a PaperLab consegue produzir o tamanho A3, cartões-de-visita, papel com várias espessuras, densidade, várias cores ou perfumado.

Em termos ambientais, a Epson sublinha que o equipamento funciona sem o uso de água, procedendo à reciclagem através de um processo a seco, e dada a redução da necessidade de comprar papel os utilizadores ajudam a reduzir a emissão de dióxido de carbono.

A PaperLab vai ser apresentada ao público na conferência Eco-Products 2015, que decorre na próxima semana, entre 10 e 12 de Dezembro, estando previsto que comece a ser comercializada no Japão já em 2016.

Fonte: Publico Tecnologia

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